A Biografia de Michael Jackson
Joseph Walter Jackson nasceu no dia 26 de julho de 1929 em
Fountain Hill, Arkansas. Filho de Samuel Jackson e Chrystal Lee King, foi o
mais velho de cinco irmãos. Depois de ter sido um boxeador no Golden Gloves,
Joe trabalhava em uma metalúrgica em Gary e, ao mesmo tempo, tocava guitarra em
um grupo chamado "The Falcons". Ele costumava se apresentar em pubs e
ensaiava com o grupo na sala de estar de suas casas . Em 1949, Joe se casou com
Katherine Scruse, cuja família era do Alabama.
Katherine Esther Scruse nasceu no dia 04 de maio de 1930 em Barbour County,
Alabama. Seus pais se chamavam Prince Albert Scruse e Martha Upshaw . Ela foi a
caçula de três filhos. Katherine foi membro da orquestra do colégio no ensino
médio. Tendo uma bela voz de soprano, ela costumava cantar e também tocar
clarinete e piano para seus filhos, passando a eles sua habilidade musical.
Katherine trabalhava meio período como uma balconista em uma loja de Gary. Ela
era uma praticante extremamente devota da seita Testemunhas de Jeová.
Joseph e Katherine tiveram dez filhos:
1. "Rebbie" (Maureen Reilette)
Nascimento: 29 de maio de 1950, em Gary, Indiana
Carreira: dançarina, artista solo
O que Michael disse de Rebbie: "Maureen está começando agora a sair da
concha. Por um tempo, ela tentou seguir em outra direção, mas agora ela está
começando a aprender que suas origens e seus talentos estão na música; que este
é seu dom e ela está usando-o. Ela canta muito bem e dança como um gato. Nós
veremos grandes coisas dela."
2. "Jackie" (Sigmund Esco)
Nascimento: 04 de maio de 1951, em Gary, Indiana
Carreira: cantor e dançarino no J5, cantor solo, compositor
Hobbies: corridas de carros
O que Michael disse de Jackie: "Jackie sempre foi a proteção no caminho
para todos e manteve toda a família unida quando meu pai não estava presente.
Ele é um bom elemento para a química do grupo e nasceu organizador. Por causa
dele, as coisas são feitas."
Em um dia de julho de 1968, depois do Jackson 5 se apresentar em Chicago, Bobby
Taylor, que tinha assistido, telefonou para Seltzer, o cabeça do departamento
criativo da Motown Records, e disse a ele o quanto os garotos eram maravilhosos
e talentosos. Aparentemente Taylor não foi o primeiro a dizer isso e, assim,
Seltzer ordenou que os garotos fossem levados a Detroit.
3. "Tito" (Toriano Adaryll)
Nascimento: 15 de outubro de 1953, em Gary, Indiana
Carreira: cantor e guitarrista no J5, compositor, produtor, co-empresário do 3T
Hobbies: consertar carros
O que Michael disse de Tito: "Tito é muito quieto e suave, mas ele pode
ser realmente forte se necessário. Ele sempre está lá quando precisamos dele e
consegue projetar uma calma interior que é vital dentro de uma família
unida."
4. Jermaine (Jermaine Lajaune)
Nascimento: 11 de dezembro de 1954, em Gary, Indiana
Carreira: cantor e baixista no J5, compositor, artista solo, produtor, diretor
5. LaToya (Latoya Yvonne)
Nascimento: 29 de maio de 1956, em Gary, Indiana
Carreira: cantora
O que Michael disse de LaToya: "LaToya é maravilhosa de se ver e muita
esperta também. Eu acho que ela ainda está tentando se encontrar. Ela é uma
pessoa muito emotiva e daria uma atriz maravilhosa."
Quando Michael era mais novo, ele gostava de esconder aranhas na cama de sua
irmã LaToya.
Em seu livro "Crescendo na Família Jackson", ela diz que ela sempre
foi a mais próxima a Michael.
Contudo, Latoya não apresenta sua família de um modo apropriado em seu livro.
Michael em uma entrevista com Oprah Winfrey em 1993:
“Oprah : Vocês não ficaram todos tristes com LaToya e o livro dela, as coisas
que LaToya tem dito sobre a família?
Michael : Bem, eu não li o livro da LaToya. Eu simplesmente sei como amor minha
irmã profundamente, eu amo LaToya eu sempre vou amá-la e sempre a verei como a
amável e feliz LaToya que eu lembro de ter crescido comigo. Assim, eu não
poderia responder isso completamente. “
Enquanto crescia, LaToya era uma garota extremamente tímida e religiosa que
sempre usava gola olímpica para esconder o pescoço. Após o casamento com Jack
Gorden ela mudou drasticamente. Sua família culpa Jack pelo que ela fez e diz
que ele forçou-a a fazer tudo.
Em 1993, quando foi levantada contra Michael uma acusação de abuso sexual
infantil, Latoya, em uma entrevista, criou um abismo entre si mesma e o clã
Jackson ao acusar Michael de pagar grandes somas de dinheiro aos pais de seus
acusadores e de ficar em seu quarto por dias com garotinhos.
Seu marido e empresário, Jack Gordon, tornou o abismo ainda mais fundo quando
ele se queixou de que Michael teria ameaçado LaToya por falar contra ele, indo
ao ponto de dizer que Michael mandaria matar LaToya se ela voltasse para a
Califórnia.
LaToya se divorciou de Jack e o juiz disse a eles que sempre mantivessem uma
distância de 150 metros entre si, desde que ela o acusou de abusos físicos. Ela
pediu desculpas então e restabeleceu contato com a família após seis anos sem
se falarem.
Em uma declaração para Michael, ela disse:
"É um assunto em que não posso tocar no momento, mas eu amaria
fazê-lo," ela disse. "Mas ele conhece meu coração. Ele sempre esteve
no meu coração. Ele sabe tudo que aconteceu e ele sabe que foi a influência de
outra pessoa que me fez agir contra minha vontade. Michael sabia que era contra
a minha vontade, e a minha família sabia que eu não queria fazer o que eu fiz,
mas eu não podia dizer não."
É claro que ela pensa que Gordon influenciou e controlou grande parte da vida
dela, e que ele a forçou a fazer uma gama de escolhas doentias em sua carreira,
incluindo aquelas acusações contra seu irmão.
6. Marlon (Marlon David—teve um irmão gêmeo que morreu na infância)
Nascimento: 12 de março de 1957, em Gary, Indiana
Carreira: cantor e dançarino no J5, artista solo, compositor, produtor,
coreógrafo, ator ('Cat', 1984)
O que Michael disse de Marlon: "Fora da família, ele se esforça mais do
que qualquer outro. Ele tem uma tremenda integridade e coragem, e precisou de
ambas para preencher a lacuna quando Jermaine saiu."
7. Michael (Michael Joseph)
Nascimento: 29 de agosto de 1958, em Gary, Indiana , tarde em uma noite de
verão
Altura: 1,79m
Carreira: vocalista do J5, artista solo, dançarino, compositor, produtor.
A avó de Michael sugeriu seu nome à sua mãe.
Seu pai: "Ele nem se interessava por dinheiro. Eu dava a ele sua parte no
lucro da noite e, no dia seguinte, ele comprava sorvete e doce para todas as
crianças da vizinhança."
8. Randy (Steven Randall)
Nascimento: 29 de outubro de 1961, em Gary, Indiana
Carreira: cantor no The Jacksons, compositor, músico. Ele formou um grupo
chamado "Randy & The Gypsies" e lançou um álbum em 1989.
O que Michael disse de Randy : "Randy é multi-talentoso e pode tocar
virtualmente qualquer instrumento. Ele é como uma flor que abre durante o dia e
fecha a noite. Ele também é um escritor talentoso e, embora ele tenha uma
seqüela de seu acidente de carro em 1980, ele consegue segurar coisas e é
realmente forte."
9. Janet (Janet Damita Jo)
Nascimento: 16 de maio de 1966, em Gary, Indiana
Carreira: artista solo, compositora, dançarina, atriz ('Good Times', 'Diff'rent
Strokes', 'Fame', 'Poetic Justice')
O que Michael disse de Janet: "Janet e eu somos muito unidos, porque nós
dois somos bobos às vezes, mas ela é uma cantora talentosa e uma atriz séria.
Ela surgirá e fará uma contribuição muito especial à vida. As pessoas verão
algo em Janet que elas não tinha percebido que estava lá."
A família Jackson vivia em uma pequena casa de dois quartos
em Gary. Os pais dormiam em um dos quartos, os garotos no outro e as garotas na
sala de estar.
Joe, cujo coração era devotado à música, logo descobriu o talento de seus
filhos e criou a banda "The Jacksons". Eles seriam mais tarde
"The Jackson 5". O pequeno Michael sempre assistia os irmãos
ensaiarem. Quando ele tinha quatro anos, seus pais descobriram seu talento
excepcional. Seu pai decidiu que ele poderia participar do grupo. Ele então se
tornou o vocalista do The Jackson 5.
Michael: "Minha mãe e meu pai sabiam que a música era um modo de manter a
família unida em uma vizinhança em que gangues recrutavam garotos da idade de
meus irmãos."
A primeira aparição pública de Michael foi em um evento da escola no ensino
fundamental em 1963 [Garnett Elementary School, em Gary]. Usando calças pretas
e uma camiseta branca, ele cantou "Climb Every Mountain" do filme
"A Noviça Rebelde". A reação foi incrível. Michael: "Quando eu
terminei aquela música, a reação no auditório me espantou. Os aplausos
explodiam e as pessoas estavam sorrindo; algumas estavam em pé. Meus professores
estavam chorando e eu não conseguia acreditar naquilo. Eu tinha feito todos
felizes. Foi um sentimento tão bom. Eu me senti um pouco confuso também, porque
eu não achava que eu tivesse feito algo especial. Eu só cantei do jeito que eu
cantava em casa toda noite. Quando você está se apresentando, você não percebe
como está soando ou como você está fazendo. Você simplesmente abre a boca e
canta."
Joseph começou a levar seus filhos para algumas das mesmas casas de striptease
de Gary e da região de Chicago em que os "Falcons" tinham tocado.
Logo, ele estava preparando a banda para concursos de talentos.
Os garotos ensaiavam todo dia após chegarem da escola, sob os olhos vigilantes
do pai tirano.
Eles tinham ordens do pai para irem para cara assim que a aula acabasse. Assim,
eles não participavam em nenhuma atividade da escola. Eles tinham que se
concentrar na música.
Eles passavam os finais de semana viajando para clubes em que se apresentavam,
frequentemente chegando em casa bem cedo na segunda-feira para retomarem a
escola algumas horas mais tarde. Durante os ensaios, eles afinavam e refinavam
um talento bruto, adquirindo habilidades de palco que apenas a prática
constante pode criar.
Michael: "Nós nos apresentávamos para ele e ele nos criticava. Se você se
atrapalhasse, você apanhava, às vezes, com um cinto, às vezes, com um fio. Meu
pai foi muito rigoroso conosco - realmente rigoroso."
Aos seis anos, Michael e o Jackson 5 começaram a colecionar troféus com suas
apresentações em vários shows de talento e noites dedicadas a amadores.
Uma gravadora local, a Steeltown, de propriedade do Sr. Keith, deu ao Jackson 5
sua primeira chance - o single "Big Boy" foi lançado em 1968. Até
tocou no rádio em Gary e tornou-se algo grande na vizinhança.
Foi Bobby Taylor quem levou o Jackson 5 para a Motown e mostrou o grupo para
Suzanne De Passe.
Berry Gordy, o fundador da Motown, relembra seu primeiro encontro com o Jackson
5 nas seguintes palavras de sua autobiografia de 1995, "Para ser amado: a
música, a magia, as memórias da Motown" :
"Quando eu olho para isso hoje, eu ainda posso me lembrar da intensidade
que nós todos sentimos enquanto estávamos lá, naquela manhã de julho,
assistindo a apresentação daqueles cinco garotos de Gary, Indiana. Eles vieram
e se apresentaram para mim: Michael, de nove anos; Marlon, de onze; Jermaine de
quatorze; Tito, de quinze, e; Jackie de dezessete significavam business. Todos
eles cantaram, dançaram e tocaram seus instrumentos como vencedores.
Eles tinham este vocalista. Quando ele cantava, eu tinha a sensação de que ele
já tinha estado aqui antes. Ele cantava como se ele entendesse a letra e
entendesse o que ele queria dizer, como se ele tivesse vivido a canção, sabe.
Era simplesmente espetacular. Eu nunca disse que eu ia contratá-los ou algo
assim, porque eu simplesmente dei isso como óbvio. Quando um dos meninos disse:
'Bem, Sr. Gordy, isto significa que você nos dará um contrato?', Michael sorriu
como quem diz, 'É claro que ele vai nos dar um'.
Eles começaram com "Ain't Too Proud to Beg", dos Temptations, todos
dançando juntos como pequenos David Ruffins, mas com um estilo todo próprio.
Quando eles cantaram "I Wish It Would Rain" e "Tobacco
Road," eles fizeram com que as músicas soassem como se tivessem sido
feitas para eles. Eles terminaram com o pequeno Michael fazendo 'I Got the
Feeling ' de James Brown. Seus passos de dança impressionantes certamente
teriam deixado o 'Godfather' orgulhoso.
Este garotinho tinha uma consciência de si tão incrível que me fazia reparar.
Ele cantava suas músicas com tanto sentimento, inspiração e dor - como se ele
tivesse experienciado tudo que ele cantava. E entre as músicas, ele mantinha os
olhos em mim o tempo todo, como se estivesse me estudando."
No inverno de 1968, eles finalmente alcançaram aquilo pelo que tanto
trabalharam. A Motown deu a eles um contrato.
Berry Gordy, o proprietário, prometeu: "A primeira gravação de vocês será
número 1, a segunda gravação de vocês será número 1, assim como a terceira
gravação. Três primeiros lugares seguidos. Vocês simplesmente vão abalar os
charts como Diana Ross e as Supremes fizeram."
Todas as grandes estrelas da Motown tinham emigrado para a Califórnia junto com
Berry Gordy depois que ele se mudou de Detroit - e o mesmo aconteceu com a
família Jackson.
Suzanne de Passe estava tendo um grande efeito sobre suas vidas. Ela trabalhava
para a Motown, e era ela quem os treinava religiosamente quando se mudaram para
Los Angeles. Ela também se tornou uma empresária para o Jackson 5.
Freddy Perrin, Bobby Taylor e Deke Richards, que, juntamente com Hal Davis e
"Fonce" Mizell, eram parte do time que escrevia e produzia os
primeiros singles do Jackson 5, foram chamados "The Corporation".
Quando "I Want You Back" foi lançado em novembro de 1969, vendeu 2
milhões de cópias em seis semanas e foi um número 1. O próximo single,
"ABC", veio em março de 1970 e vendeu 2 milhões de cópias em três
semanas. Quando o terceiro single, "The Love You Save", foi número 1
em junho de 1970, a promessa de Berry estava cumprida.
O primeiro grande show de TV do Jackson 5 foi "The Hollywood Palace",
um grande programa de sábado à noite apresentado por Diana Ross. Eles se
apresentaram com "I Want You Back" ao vivo. Contudo, o Jackson 5 fez
sua primeira aparição de TV no show "1969 Miss Black America
Pageant", cantando "It's Your Thing" em agosto de 1969.
"I'll Be There", no entanto, foi a verdadeira consagração. Michael:
"Foi a música que disse, 'Nós viemos para ficar.' " Foi número 1 por
cinco semanas!
O Jackson 5 tornou-se o primeiro grupo a ter quatro
primeiros lugares seguidos!
A loucura das grandes turnês do Jackson 5 começou com uma turnê por ginásios no
outono de 1970. Quando "Never Can Say Goodbye" tornou-se um grande
hit em 1971, eles tocaram em 45 cidades naquele verão, seguidas por 50 outras
mais tarde no ano.
Eles viajavam com um tutor chamado Rose Fine que assegurava que eles tivessem
lições.
Michael: "Minha aparência realmente começou a mudar quando eu tinha cerca
de quatorze anos. Eu me tornei subconscientemente assustado por causa desta
experiência com a minha pele. Eu fiquei muito tímido e ficava embaraçado em
encontrar pessoas de tão ruim que era meu complexo. Realmente, parecia que,
quanto mais eu me olhava no espelho, piores as espinhas se tornavam. Minha
aparência começou a me deixar deprimido... Com o tempo, as coisas mudaram. Eu
comecei a me sentir diferente sobre a minha condição. Eu aprendi a mudar meu
modo de pensar e a me sentir melhor sobre mim mesmo. Mais importante, eu mudei
minha dieta. Esta foi a chave."
No outono de 1971, saiu o primeiro single solo de Michael, "Got To Be
There" [mais tarde, no primeiro semestre de 72, seria lançado o álbum solo
de Michael sob o mesmo título].
No mesmo ano, o desenho animado do Jackson 5 começou a aparecer na TV aos
sábados de manhã. Mas o primeiro envolvimento real de Michael com filmes veio
quando ele cantou a canção título do filme "Ben" em 1972. A música
foi primeiro lugar e é ainda uma das favoritas de Michael. Com apenas 13 anos,
Michael ganhou um Globo de Ouro por sua performance e, mais tarde, até uma
indicação ao Oscar.
Quando "Ben" foi lançada, o Jackson 5 sabia que viajaria o mundo. Em
1972, eles começaram a primeira turnê fora dos EUA com uma visita à Inglaterra.
Michael: "Nós tínhamos três anos de hits nas costas quando nós viajamos
pela Europa pela primeira vez, assim, havia bastante para agradar a ambos: a
garotada que acompanhava nossa música e a rainha da Inglaterra, que encontramos
em uma Royal Command Performance
A Inglaterra foi nosso ponto de partida e era diferente de qualquer lugar em
que tivéssemos estado antes, mas, quanto mais para longe viajávamos, mais
exótico parecia o mundo. Nós vimos os ótimos museus de Paris e as belas
montanhas da Suíça. A Europa foi uma educação nas origens da cultura ocidental
e, de certo modo, uma preparação para visitarmos países orientais, que eram
mais espiritualizados..."
Austrália e Nova Zelândia, as próximas paradas, eram países de língua inglesa,
mas eles encontraram pessoas que ainda viviam em tribos nas áreas mais
afastadas da Austrália. Michael: "Eles nos recebiam como irmãos, embora
não falassem nosso idioma. Se eu precisasse de alguma prova de que todos os
homens podem ser irmãos, eu teria encontrado durante esta turnê."
O Jackson 5 lançou "Dancing Machine", seguindo a nova tendência da
"disco music". Michael: "Quando isso foi lançado em 1974, eu
estava determinado a achar um movimento de dança que exaltasse a música e a
tornasse mais excitante de se performar - e, eu esperava, também mais excitante
de se assistir. Assim, quando nós cantamos 'Dancing Machine' no 'Soul Train',
eu fiz um movimento ao estilo da dança de rua chamado Robô. Aquela apresentação
foi uma lição para mim sobre o poder da televisão. Durante a noite, 'Dancing Machine'
subiu para o topo dos charts e, dentro de poucos dias, parecia que todo jovem
nos Estados Unidos estava fazendo o Robô. Eu nunca tinha visto uma coisa como
aquela."
O problemas do Jackson 5 com a Motown começaram por volta de 1974, quando eles
deixaram claro para a Motown que eles queriam escrever e produzir suas próprias
músicas já que eles não gostavam do modo como a música deles soava na época. A
Motown não apenas recusou o pedido como fez de sua simples menção um tabu.
Michael: "Eu realmente me desencorajei e comecei a ficar seriamente
desagradado com todo o material que a Motown nos fornecia... Quando eu sinto
que uma coisa não está certa, eu tenho que falar. Eu sei que a maioria das
pessoas não pensa em mim como durão ou firme, mas é só porque não me conhecem.
Com o tempo, meus irmãos e eu chegamos em um ponto em que estávamos em
condições miseráveis mas ninguém falava nada. Meu pai não falava nada. Assim,
sobrou para mim arranjar uma reunião com Berry Gordy e falar com ele. Era eu
quem tinha que dizer que nós - o Jackson 5 - íamos deixar a Motown. Eu fui
vê-lo, cara a cara, e foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz. Se eu
fosse o único de nós que estivesse infeliz, eu podia ter ficado com minha boca
fechada, mas tinha existido tanta conversa em casa sobre como nós TODOS
estávamos infelizes que eu fui falar com ele e dizer como nos sentíamos. Eu
disse a ele que eu estava infeliz... Eu sabia que era hora de mudar, então nós
seguimos nossos instintos e nós ganhamos quando nós decidimos tentar um novo
começo em uma outra gravadora."
Em 28 de maio de 1975, eles assinaram um contrato com a Epic Records [CBS],
entrando em vigor em março de 1976.
Jermaine, agora genro de Berry, decidiu ficar na Motown, já que a situação dele
era mais complicada que a dos outros.
Quando ele deixou o grupo, Randy teve a chance de ficar no seu lugar. Randy
oficialmente tomou o antigo lugar de Michael como o tocador de bongo e o bebê
da banda.
Em junho de 1976, Michael e seus irmãos estrelaram um programa semanário na
CBS, o "Variety Show - The Jacksons" [anunciado em janeiro de 1973].
"Foi uma burrice concordar em fazer esse programa e eu odiei cada minuto
dele", Michael diria mais tarde.
O programa era baseado nos shows estilo cabaré que o Jackson 5 fez em Las Vegas
que foram um sucesso e que Michael gostava de fazer.
Michael: "Eu acho que um programa de TV é a pior coisa que um artista que
tem uma carreira musical pode fazer... eu nunca faria isso novamente... eu não
sou um comediante. Eu não sou um apresentador, eu sou um músico."
"De algum modo, o programa foi um grande sucesso. A CBS realmente queria
mantê-lo, mas eu sabia que o programa era um erro."
Depois que o contrato com a Motown terminou, a gravadora disse que o nome do
grupo era sua marca registrada e que o Jackson 5 não poderia usá-lo quando
saísse. Isto foi jogar duro, certamente, assim o grupo passou a se chamar
"The Jacksons" daquele momento em diante.
O primeiro álbum pela Epic foi chamado simplesmente "The Jacksons" -
continha os sucessos "Enjoy Yourself" e "Show You The Way To
Go". O segundo álbum na nova gravadora foi "Going Places" -
diferentemente do primeiro - havia mais canções com mensagens e não muitas
músicas dançantes.
Em setembro de 1977, a Motown comprou os direitos para um filme baseado no show
da Broadway "The Wiz", uma versão negra e atualizada do grande filme
"O Mágico de Oz". Michael: "A Motown comprou 'The Wiz' por uma
razão e, até onde eu sei, foi a melhor razão possível: Diana Ross."
Diana ia interpretar Dorothy e encorajou Michael para um teste. Ele fez o teste
para o Espantalho, porque achou que era o personagem que melhor se encaixava em
seu estilo. Michael: "Quando eu recebi a ligação do diretor, Sidney
Lumet,eu me senti orgulhoso mas também um pouco assustado."
Levava 5 horas para Michael se maquiar e se transformar no Espantalho - e isto
6 dias por semana. Michael amou fazer o filme: "The Wiz' me deu nova
inspiração e força."
"O script era inteligente e me apresentava [como o Espantalho] tirando
pedacinhos com informações e citações da minha palha mas sem saber realmente
como usá-las. Minha palha continha todas as respostas, mas eu não sabia as
questões...
...nós estávamos fazendo a cena dos corvos naquele dia. Os outros caras nem
tinham as cabeças visíveis nesta cena, porque eles estavam fantasiados de
corvos. Parecia que eles sabiam a parte deles de trás para frente e de frente
para trás. Eu estudei a minha também, mas eu não tinha dito as minhas falas em
voz alta mais do que uma ou duas vezes. A direção me chamou para tirar um
pedaço de papel da minha palha e ler. Era uma citação. O nome do autor,
Sócrates, estava impresso no fim. Eu tinha lido Sócrates, mas eu nunca tinha
pronunciado o nome dele, então eu disse 'Socrates', porque era o jeito que eu
sempre pensei que era pronunciado. Houve um momento de silêncio antes de eu
ouvir alguém cochichar 'Sócrates'. Eu olhei na direção deste homem e vagamente
o reconheci. Ele parecia ser dali, mas não era um dos atores. Eu me lembro de
ter pensado que ele parecia muito auto-confiante e tinha um rosto amigável. Eu
sorri, um pouco embaraçado por ter errado a pronúncia do nome, e agradeci pela
ajuda. Seu rosto era quase familiar e eu, subitamente, tive certeza de que já
tinha encontrado-o antes. Ele confirmou minhas suspeitas ao estender a mão -
'Quincy Jones. eu estou fazendo a trilha sonora.' "
Michael realmente encontrou Quincy Jones pela primeira vez em Los Angeles
quando ele tinha cerca de 12 anos. "Eu era pequeno na época, mas me lembro
vagamente de Sammy Davis me apresentando para Q."
A amizade deles realmente começou a florescer no set de
"The Wiz", e acabou se transformando numa relação de pai e filho.
Depois de "The Wiz" Michael ligou para Quincy Jones e disse,
"Olha, eu vou fazer um álbum - você acha que você poderia me recomendar
alguns produtores?"
"Eu não estava com segundas intenções. Minha pergunta foi ingênua mas
honesta. Nós falamos sobre música por um tempo e, depois de aparecer com uns
nomes e resmungar alguma coisa, ele disse, 'por que você não me deixa fazer
isso?'"
"Eu realmente não tinha pensado nisso, então eu gaguejei algo como 'Ah,
com certeza, grande idéia. Eu nunca pensei nisso.' Quincy ainda tira sarro em
mim por isso."
Com este telefonema, começava o trabalho do melhor e mais bem sucedido time dos
anos 80 - Quincy Jones e Michael Jackson!
Em dezembro de 1978, The Jacksons estavam de volta com estrondo! O álbum
"Destiny" foi o maior sucesso deles como álbum e também a primeira
gravação em que os Jacksons tinham controle criativo total. Com exceção de
"Blame It On The Boogie", todas as músicas foram compostas pelo
grupo. O álbum foi um monumental sucesso!
Os Jacksons também lançaram sua própria produtora, a "Peacock
Productions".
Em 1979, Michael fez 21 anos e começou a assumir controle total sobre sua
carreira. Michael: "O contrato do meu pai como meu empresário pessoal
acabava por volta daquela época e, embora tenha sido uma decisão difícil, o
contrato não foi renovado."
Isso mudou a relação entre meu pai e eu? Eu não sei se mudou no coração dele,
mas sei com certeza que não mudou no meu... Tudo que eu queria era controlar
minha própria vida."
"Eu queria que o meu primeiro álbum solo [pela Epic] tosse o melhor que
pudesse ser." Afinal, para "Off The Wall", Michael tinha como novo
produtor ninguém menos que o legendário Quincy Jones. "Eu estava tão feliz
em saber que minha fonte do lado de fora era um bom amigo que, por acaso, ainda
acabou sendo a perfeita escolha para um produtor."
O álbum "Off The Wall", a princípio, seria chamado
"Girlfriend". Paul e Linda McCartney compuseram uma música com este
título, tendo Michael em mente antes mesmo de conhecê-lo. Michael: "Paul
McCartney sempre conta esta história de eu ligar para ele e dizer que nós
devíamos compor algumas músicas de sucesso juntos. Mas não foi exatamente assim
que nos conhecemos...
...Paul McCartney e eu nos encontramos pela primeira vez nesta festa [na casa
de Harold Lloyd]. Ele disse, 'sabe, eu fiz uma música para você.' Eu fiquei
muito surpreso e o agradeci. E ele começou a cantar 'Girlfriend' para mim nessa
festa."
Eles prometeram se reunir logo, mas a vida, diferentes projetos, os afastou e
eles não se falaram de novo por alguns anos. Paul acabou colocando aquela
música em seu próprio álbum "London Town".
Michael: "A coisa mais estranha aconteceu quando estávamos fazendo 'Off
The Wall'; Quincy chegou em mim um dia e disse, 'Michael, eu tenho uma música
perfeita para você.' Ele tocou 'Girlfriend' para mim, não sabendo, é claro, que
Paul a tinha composto originalmente para mim. Quando eu disse a ele, ele ficou
espantado e feliz. Nós a gravamos logo depois e a colocamos no álbum. Foi uma
coincidência incrível."
O engenheiro de Quincy, Bruce Swedien colocou o retoque final nas músicas e na
mixagem. Até hoje, Bruce ainda trabalha com Michael e são bons amigos.
"Don't Stop 'Til You Get Enough" significa muito para Michael porque
foi a primeira música que ele compôs como um todo. Michael: "Don't Stop
'Til You Get Enough' foi minha primeira chance, e foi direto para o primeiro
lugar. Foi a música que ganhou para mim meu primeiro Grammy [como um artista
solo]."
Dois dos maiores hits foram
"Off The Wall" e "Rock With You". Músicas que
mandariam qualquer um para casa de bom humor. E também havia "She's Out Of
My Life".
Michael: "Algumas vezes, é difícil para mim olhar nos olhos as garotas com
quem eu saio, mesmo quando as conheço bem. Meus encontros e relacionamentos não
têm tido o final feliz pelo qual estou procurando. Sempre aparece alguma coisa
no caminho. As coisas que eu compartilho com milhões de pessoas não são o tipo
de coisa que você compartilha com uma só."
"Mas eu fiquei muito aficionado por 'She's Out Of My Life'. Desta vez, a
história é verdadeira - eu chorei no fim de uma gravação, porque as palavras,
de repente, tiveram um efeito tão forte sobre mim. Eu tinha deixado tanta coisa
crescer dentro de mim. Eu tinha 21 anos de idade e eu era tão rico em algumas
experiências enquanto tão pobre em momentos de pura alegria. Algumas vezes, eu
imagino minha experiência de vida como uma imagem em um daqueles truques de
espelhos nos circos, gorda em uma parte e fina a ponto de desaparecer em outra.
Eu me preocupei que isto viria à tona em 'She's Out Of My Life', mas se tocasse
o coração das pessoas, sabia que me faria sentir menos sozinho."
"Eu realmente não tinha nenhuma namorada quando eu estava na escola. Havia
garotas que eu achava bonitas, mas eu achava tão difícil me aproximar delas. Eu
ficava muito embaraçado - eu nem sabia por que - era simplesmente loucura.
Meu primeiro encontro de verdade foi com Tatum O'Neal. Nós nos encontramos em
um clube na Sunset Strip chamado 'On The Rox'. Nós trocamos números de telefone
e nos telefonávamos constantemente. Eu falava com ela por horas; da estrada, do
estúdio, de casa. No nosso primeiro encontro, nós fomos para uma festa na
Playboy Mansion de Hugh Hefner e nos divertimos muito. Ela tinha segurado minha
mão pela primeira vez naquela noite, no 'On The Rox'. Quando nós nos
encontramos, eu estava sentado em uma mesa e, do nada, eu senti aquela mão
suava se estender e pegar a minha. Era Tatum. Isto, provavelmente, não
significaria muito para outra pessoa, mas foi uma coisa séria para mim. ELA me
tocou. Foi assim que eu me senti sobre isso.
No passado, garotas tinham me tocado em turnê; me agarrado e gritado, de trás
de um muro de seguranças. Mas isto foi diferente, isto foi entre nós dois, e
assim é sempre melhor."
Tatum: "Uma vez, quando Michael veio, ele tocou bateria, meu irmão tocou
guitarra, e alguém tocou um outro instrumento e nós tivemos uma 'jam session'.
Eu tinha isso gravado, mas eu perdi em algum lugar." [Tatum O'Neal em uma
entrevista de 1995]
Michael: "Nossa relação se desenvolveu para algo realmente próximo. Eu me
apaixonei por ela [e ela por mim] e nós fomos próximos por um longo tempo. Com
o tempo, a relação transcendeu para uma boa amizade. Nós ainda nos falamos de
vez em quando e eu acho que você teria que dizer que ela foi meu primeiro amor
- depois de Diana Ross."
Tatum O'Neal disse mais tarde em uma entrevista que ela achava que "She's
Out Of My Life" descrevia a amizade deles na época.
Michael: "Quando eu ouvi que Diana Ross estava se casando, eu fiquei feliz
por ela, porque eu sabia que isto a deixaria muito contente. Mesmo assim, foi
difícil para mim, porque eu tinha que andar por aí fingindo estar maravilhado
porque Diana estava se casando com este homem que eu nem conhecia. Eu queria
que ela fosse feliz, mas eu tenho que admitir que eu estava um pouco magoado e
com inveja, porque eu sempre amei Diana e sempre amarei."
"Um outro amor foi Brooke Shields. Nós fomos romanticamente envolvidos por
um tempo..."
Finalmente, em agosto de 1979, o álbum "Off The Wall" foi lançado e
tornou-se um tremendo sucesso. Michael Jackson foi o primeiro cantor a emplacar
quatro singles de um mesmo álbum no Top Ten, dois dos quais no primeiro lugar.
Na Grã-Bretanha, pela primeira vez na história da música, cinco singles de um
só álbum se tornaram hits, "Girlfriend" sendo um deles.
O álbum superou todas as expectativas e foi bem sucedido tanto nos charts da
música Pop quanto da música Black. O mundo, com este álbum, via um novo Michael
Jackson. O lançamento de "Off The Wall" em agosto de 1979, mesmo mês
em que Michael completou 21 anos e assumiu o comando de seus negócios, foi
definitivamente um dos marcos de sua vida. Significava muito para ele porque
era a prova de que a estrela infantil poderia amadurecer na forma de um artista
com apelo contemporâneo
Com "Off The Wall", Michael tornou-se o Príncipe do Pop!
No Grammy Awards para 1979, Michael foi indicado para "Melhor Performance
Vocal R&B", ganhando em sua categoria. Michael: "Embora 'Off The
Wall' tivesse sido um dos lançamentos mais populares do ano, só recebeu uma
indicação: ''Melhor Performance Vocal R&B'. Eu lembro onde eu estava quando
eu recebi a notícia. Eu me senti ignorado pelos meus pares e isto doeu.
Disseram-me mais tarde que foi uma surpresa para a indústria também... Eu disse
para mim mesmo, 'Esperem a próxima vez - eles não poderão ignorar o próximo
álbum'. Eu assistia a cerimônia pela televisão e foi bom ganhar na minha
categoria, mas eu ainda estava chateado com o que eu percebia como a rejeição
dos meus pares. Eu só ficava pensando 'Da próxima vez, da próxima vez.'"
"Eu posso ser brutalmente objetivo sobre meu trabalho enquanto eu o crio,
e se alguma coisa não funciona, eu posso sentir, mas quando eu tenho um álbum
pronto - ou uma música - você pode estar certo de que eu entreguei a ele cada
porção de energia e do talento dado por Deus que eu tenho. 'Off The Wall' foi
bem recebido pelos meus fãs e eu acho que é esta a razão pela qual a indicação
para o Grammy machucou. Aquela experiência acendeu uma chama na minha alma. Eu
só pensava no próximo álbum e no que eu faria com ele. Eu queria que fosse
realmente grande."
E, sim, em um Grammy Awards seguinte, aconteceu uma coisa que o mundo nunca
tinha visto antes...
Logo depois que "Off The Wall" foi finalizado, Michael começou a
trabalhar no álbum "Triumph" com os irmãos. Foi lançado em setembro
de 1980, entrou em primeiro no chart dedicado à Black Music e em décimo no
chart da música Pop, permanecendo em ambos por 29 semanas.
"Heartbreak Hotel' falava de revanche e eu sou fascinado pelo conceito de
revanche. É uma coisa que eu não consigo entender. A idéia de fazer alguém
'pagar' por algo feito a você ou que você imagina que foi feito para você é
totalmente alheia a mim...
Se esta música ['Heartbreak Hotel'] e, mais tarde, 'Billie Jean', parecia
mostrar as mulheres em uma luz desfavorável, isto não devia ser entendido como
algo pessoal. Nem precisa dizer que eu amo a interação entre os sexos; é uma
parte natural da vida e eu amo as mulheres. Eu só acho que, quando o sexo é
usado como uma forma de chantagem ou poder, isto é um uso repugnante de uma
dadiva divina."
A turnê de "Triumph" que viria na seqüência seria um grande
empreendimento, com efeitos especiais e com a colaboração do grande ilusionista
Doug Henning.
No projeto seguinte, o álbum "Thriller", que,
originalmente, se chamaria "Starlight", Michael se juntou novamente a
Quincy Jones, Rod Temperton e muitos dos músicos que haviam tocado em "Off
The Wall".
Michael: "Eu lembro de estar no estúdio uma vez com Quincy e Rod Temperton
enquanto nós trabalhávamos em 'Thriller'. Eu estava jogando pinball e um deles
me perguntou, 'Se este álbum não for tão bem quanto 'Off The Wall', você vai
ficar desapontado?'
Eu lembro de ter ficado irritado, magoado simplesmente pela questão ter sido
feita. Eu disse a eles que 'Thriller' tinha que ser melhor do que 'Off The
Wall'. Eu admiti que eu queria que este álbum fosse o mais vendido de todos os
tempos. Eles começaram a rir. Aparentemente, não era algo realista de se
querer".
Michael estava envolvido com Paul McCartney novamente; a colaboração deles deu
origem a "Say Say Say", "The Girl Is Mine" e "This Is
The Man".
Com o tempo, Quincy e Michael escolheram "The Girl Is Mine" como o
óbvio primeiro single de "Thriller".
"Not My Lover" foi o título que eles quase usaram para "Billie
Jean", porque Quincy tinha objeções contra este título, o original dado
por Michael. Ele achava que as pessoas podiam pensar imediatamente em Billie
Jean King, jogador de tênis.
"Muitas pessoas tem me perguntado sobre esta música, e a resposta é muito
simples. É só o caso de uma garota que diz que eu sou o pai do filho dela e eu
estou declarando minha inocência porque 'the kid is not my son'."
"Este tipo de coisa aconteceu com alguns dos meus irmãos e eu costumava
ficar realmente impressionado com isso. Eu não conseguia entender como essas
garotas podiam dizer que elas estavam carregando o filho de alguém quando não
era verdade. Eu não conseguia imaginar mentir sobre uma coisa assim."
Em "Beat It", Eddie Van Halen concordou em tocar e deu um incrível
solo de guitarra.
Também Steve Porcaro [Toto], Steve Lukather, Greg Phillinganes, Louis Johnson e
Vincent Price, para nomear uns poucos, colaboraram com Michael no álbum.
O tempo foi passando e Michael e Quincy acabaram sob enorme pressão da
gravadora para terminarem "Thriller". Michael: "Quando uma
gravadora apressa você, eles realmente apressam você, e eles estavam nos
apressando demais com 'Thriller'. Eles disseram que tinha que estar pronto em
certa data, faça ou morra.
Assim, nós atravessamos um período em que nós estávamos nos matando para
terminar o álbum no prazo deles. Havia muitos compromisso feitos para a mixagem
das várias faixas e sobre se certas faixas iam mesmo estar no álbum. Nós
cortamos tantas arestas que nós quase perdemos o álbum todo.
Quando nós finalmente ouvimos as faixas que nós tínhamos em mãos, 'Thriller'
soou uma porcaria tão grande para mim que as lágrimas desceram dos meus olhos.
Nós tínhamos estado sob enorme pressão, porque, enquanto nós estávamos tentando
terminar 'Thriller' , nós também estávamos trabalhando no 'The E.T. Storybook',
com pressão para cumprirmos um prazo aqui também. Todas estas pessoas estavam
lutando umas contra as outras, e nós acabamos percebendo a triste verdade de
que a mixagem de 'Thriller' não prestava.
Nós sentamos lá no estúdio, Westlake Studio em Hollywood, e ouvimos o álbum
todo. Eu me senti devastado. Toda aquela emoção reprimida veio à tona. Eu
fiquei com raiva e saí do sala. Eu disse para o meu pessoal, 'O negócio é o
seguinte, nós não vamos lançar. Liguem para a CBS e digam para eles que eles
não vão ter este álbum. Nós NÃO vamos lançá-lo.'
Finalmente, eu entendi que eu tinha que fazer a coisa toda - mixar o álbum
inteiro - tudo de novo... Quando estava pronto - boom - bateu com força na
gente. A CBS conseguia ouvir a diferença também. 'Thriller' foi um projeto
duro."
No dia primeiro de dezembro de 1982, o álbum "Thriller" foi lançado e
mudou a história da música para sempre.
Tornou-se o álbum mais vendido de todos os tempos - vendendo mais de 60 milhões
de cópias no mundo todo e gerando um recorde de sete singles do mesmo álbum no
Top Ten.
Ambos os recordes apareceram no The Guinness Book Of World Records e não foram
quebrados ainda!
"Thriller" [LP] manteve o primeiro lugar nos charts americanos por
incríveis 37 [!] semanas durante sua permanência de 122 semanas.
Michael: "Desde que eu era um garotinho ainda, eu já sonhava em criar o
álbum mais vendido de todos os tempos. Eu lembro que eu ia nadar quando era
criança e fazia um pedido antes de pular na piscina. Lembro de crescer
conhecendo a indústria, entendendo seus objetivos e ouvindo o que era ou não
possível. Eu queria fazer alguma coisa especial. Eu abria bem os meus braços,
como se eu estivesse espalhando meus pensamentos pelo espaço. Eu fazia meu
pedido, então eu mergulhava. Eu dizia a mim mesmo, 'Este é meu sonho. Este é
meu desejo', toda vez, antes de mergulhar."
Michael Jackson tornou-se o Rei do Pop com Thriller, um sucesso jamais
repetido!
Para o primeiro vídeo, "Billie Jean", Steve Baron foi escolhido como
diretor. Pela primeira vez na história da MTV, um vídeo musical contava uma
história - não era só uma colagem de imagens. O vídeo de "Billie
Jean" causou grande impressão na audiência e foi um grande hit. Talvez de
modo ainda mais importante, este vídeo abriu caminho na emissora musical para
artistas negros que, até então, não eram incluídos regularmente em sua
playlist, aparecendo apenas de forma esporádica. Michael Jackson acabava de se
tornar o primeiro artista negro a ser de fato incluído na playlist da MTV.
Em 16 de maio de 1983, Michael se apresentou com "Billie Jean" no
especial "Motown 25th: Yesterday, Today, Forever", um programa de TV
feito para celebrar os 25 anos da emissora negra. Mais de 47 milhões de americanos
assistiram ao programa. Após aquela noite, o mundo do entretenimento nunca mais
seria o mesmo...
Era a primeira vez que o mundo via a única luva branca, a jaqueta preta
luminosa e a não menos lendária fedora. O figuro teatral estava completo para
aquele cenário que seria ainda o palco do debute daquela que talvez seja a
maior marca registrada de Jackson, sua assinatura - o Moonwalk!
"Eu podia dizer que as pessoas na audiência estavam realmente gostando da
minha performance. Meus irmãos me disseram que eles estavam amontoados ao lado
do palco me assistindo de boca aberta, e as minhas irmãs estavam com meus pais
bem lá no auditório. Mas eu só me lembro de abrir meus olhos no final da coisa
e ver aquele mar de gente de pé, aplaudindo."
Na edição de 19 de fevereiro de 1999, a revista "Entertainment
Weekly" descreveu a performance histórica: "Um pequeno passo para um
homem, uma deslizada gigante para a cultura pop: Michael Jackson revelou seu
desafio à física chamado Moonwalk durante a música 'Billie Jean' e deixou até
cientistas espaciais coçando suas cabeças." "Nós passamos horas na
sala de edição discutindo cada tomada", diz Don Mischer, produtor e
diretor do especial da NBC. "Ele teve um grande senso teatral."
Todos foram à lua com Michael Jackson!
Depois de emplacar hit após
hit no Top Ten americano durante 1983 ["Wanna Be Startin' Somethin'
", "Human Nature", "Beat It", "P.Y.T. (Pretty
Young Thing)" e "Say, Say, Say"], era claro para todos que o próximo
single devia ser "Thriller". Michael escolheu John Landis
["Um Lobisomem Americano em Londres"] para dirigir o vídeo.
Além disso, John Branca, advogado de Michael, apareceu com uma grande idéia.
Ele sugeriu que eles fizessem um vídeo separado com o making of do vídeo de
"Thriller". Michael: "Parecia estranho que ninguém nunca tivesse
feito isto antes. Nós nos sentimos certos de que seria um documentário
interessante..."
Em novembro de 1983, "Thriller", debutou na MTV e verdadeiramente
inovou a arte de fazer vídeos musicais, sendo uma influência presente ainda
hoje. "Thriller" foi completamente produzido no formato curta
metragem, como um musical cinematográfico.
Michael: "Meu irmão Jackie veio à minha casa e disse, 'Você está
assistindo este programa da TV? Eles só apresentam música. É MTV.' Eu coloquei
no canal e achei que o conceito era interessante. O que eu não gostei foram os
vídeos, porque eram uma colagem de imagens; Eu pensei que, se eu fizesse um, eu
faria algo com um pouco mais de valor para o entretenimento. Meu sonho era
fazer algo com um começo, um meio e um fim: como um curta-metragem."
Depois da estréia do vídeo na MTV, a CBS [Epic] lançou "Thriller"
como um single e as vendas do álbum explodiram. De acordo com estatísticas, o
home-video "Thriller" ["The Making of Michael Jackson's
Thriller"] e o lançamento do single resultaram em 14 milhões de cópias
vendidas adicionais para o álbum dentro de um período de 6 meses. Em um momento
de 1984, ele estava vendendo um milhão de cópias por semana.
No dia 30 de março de 1984, o vídeo "The Making of Michael Jackson's
Thriller" foi lançado e tornou-se o vídeo mais vendido de todos os tempos.
Michael: "O sucesso de 'The Making of Thriller' foi um pouco chocante para
todos nós". Este sucesso só foi batido uma vez...
Adivinhe por quem...
No dia 16 de janeiro de 1984, Michael Jackson quebrou outro recorde, ganhando 8
trófeus no American Music Awards.
Mas, ainda mais importante, o vigésimo sexto Grammy Awards
estava para ser entregue. No dia 28 de fevereiro de 1984, Michael ganhou 8 [!]
Grammy's em 10 categorias: Álbum do Ano ["Thriller"], Melhor Vocal
Pop Masculino ["Thriller" LP], Gravação do Ano ["Beat It"],
Melhor Vocal Rock Masculino ["Beat It"], Melhor Vocal R&B
Masculino ["Billie Jean"], Melhor Música Nova no Ano ["Billie
Jean"], Produtor do Ano [com Quincy Jones] e Melhor Gravação para Crianças
["E.T. - The Extra Terrestrial" com narração de Michael Jackson].
A companhia de Michael em sua noite de glória foi Brooke Shields.
Com tantos prêmios, Michael acabou mais uma vez no The Guinness Book of World
Records. No entanto, no dia 23 de fevereiro de 2000, Carlos Santana alcançou
este recorde de prêmios em uma única noite ganhando também 8 Grammy's, todos
com seu álbum "Supernatural". Com isto, "Supernatural"
superou "Thriller", já que este só havia ganho 7 dos 8 troféus de
Michael. Santana disse a jornalistas, ainda nos bastidores de sua noite de
triunfo, que era "uma verdadeira honra" igualar um recorde de Michael
Jackson.
No dia 24 de janeiro de 1984, começaram as gravações para o primeiro comercial
da Pepsi gravado por Michael Jackson.
Um contrato de 5 milhões de dólares entre Michael Jackson, os Jacksons e a
marca de refrigerantes foi assinado em 11 de novembro de 1983 e envolvia, além
de dois comerciais de TV, o patrocínio da turnê "Victory".
Durante a filmagem do segundo comercial da Pepsi, em 27 de janeiro de 1984,
Michael sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus no couro cabeludo em
função de faíscas provenientes dos efeitos pirotécnicos atingirem seus cabelos
colocando-os em chamas.
Miko Brando [Filho de Marlon Brando e assistente pessoal de Michael] foi a
primeira pessoa a socorrer Michael, abafando as chamas com as próprias mãos.
Michael foi levado às pressas para o Centro Médico Cedar Sinai sendo depois
transferido para o hospital Brotman Memorial para o tratamento.
No dia seguinte, 28 de janeiro de 1984, Michael teve alta.
Mais tarde, ele recebeu 1 milhão e meio de dólares como indenização da Pepsi. O
dinheiro foi imediatamente revertido para um centro de tratamento de queimados
[Michael Jackson Burn Center].
Em 27 de fevereiro de 1984, a MTV mostrou uma pré-estréia dos dois comerciais
de 60 segundos sem cobrar pela exibição.
Em 28 de fevereiro de 1984, naquele vigésimo sexto Grammy Awards, os comerciais
foram exibidos durante a programação e estão entre os comerciais mais bem
sucedidos e populares de todos os tempos, sendo os primeiros e únicos a serem
incluídos no anúncio da programação da semana na TV na revista "TV
Guide".
Em 2 de julho de 1984, o álbum "Victory", dos Jacksons, foi lançado.
O álbum, que tornou-se um hit, foi também o último dos irmãos como um grupo.
Em 6 de julho de 1984, a turnê deste álbum foi lançada no estádio Arrowhead, da
cidade do Kansas, Missouri. Reunidos com Jermaine, os Jacksons fizeram 55 shows
em 5 meses nos Estados Unidos e no Canadá, levando a estes países a idéia mais
ambiciosa até o momento para um concerto. Foram 4 meses gastos apenas na
elaboração do show.
Em 9 de dezembro de 1984, o grupo apresentou o último concerto da histórica
"Victory Tour". Durante
"Shake Your Body [Down To The Ground]", Michael anunciou sua saída do
The Jacksons.
A turnê arrecadou a quantia recorde de 75 milhões de dólares, sendo a
maior turnê já realizada por um grupo até então. Mais de 2 milhões de pessoas
viram os Jacksons. E, graças a Michael Jackson, pela primeira vez a Pepsi-Cola
batia sua rival, a Coca-Cola.
Michael doou à caridade toda sua parte no lucro da turnê. "Para mim, a
turnê 'Victory' significava uma coisa só - retribuição", ele disse mais
tarde.
Em 20 de novembro de 1984, Michael ganhou sua estrela na Calçada da Fama
[Hollywood Boulevard] em frente ao teatro chinês do Mann. Sua estrela, a de
número 1.793, fica entre as do cantor country Lefty Frizzell e da atriz Lupe
Velez.
Michael tornou-se a primeira celebridade a ter duas estrelas dedicadas a ele,
afinal, ele também está incluído na estrela dos Jacksons, dos anos 70.
Duas horas depois do décimo segundo American Music Award, em 28 de janeiro de
1985, Michael e 44 outros artistas se reuniram por 10 horas no A&M
Recording Studios em Los Angeles para gravar "We Are The World". A
música foi composta por Michael Jackson e Lionel Richie na casa de Michael, no
começo de 1985.
Michael: "Eu compus a música com Lionel Richie depois de ver as
reportagens comoventes de pessoas morrendo de fome na Etiópia e no Sudão."
Em 7 de março de 1985, "We Are The World" foi lançada para fazer
história.
No dia 5 de abril daquele ano, "Good Friday" e "We Are The
World" tocaram simultaneamente em mais de 8 mil rádios do mundo.
"We Are the World" foi o primeiro single Multi-Platina e, além disso,
foi certificado em todas as categorias [Ouro, Platina, Multi-Platina] no
período de apenas um mês.
Foi assim que "We Are The World" entrou no Guinness Book Of World
Records como o single mais vendido de todos os tempos e lá esteve até 1997,
quando o tributo de Elton John para a Princesa Diana, "Candle In The
Wind", passou a ocupar seu lugar.
Hoje, "We Are The World" ainda é o segundo single mais vendidos de
todos os tempos, uma espécie de hino mundial que ganhou 4 Grammy Awards, Música
do Ano, Lançamento do Ano, Melhor Performance Pop em Dueto ou Grupo, e Melhor
Vídeo Musical [Curta-Metragem].
O projeto "USA for Africa" ["United Support of Artists for
Africa"] levantou uma quantia recorde de 200 milhões de dólares. O
dinheiro foi destinado a programas de combate à fome na Etiópia.
Em agosto de 1985, Michael Jackson comprou o "ATV Back Catalogue" por
47 milhões e 500 mil dólares. O catálogo [direitos de publicação] se
transformou na Sony/ATV e compreende hoje mais de 4.000 composições, incluindo
251 músicas dos Beatles assim como hits de Pat Benatar, Little Richard, The
Pointer Sisters e The Pretenders, além da coleção Sly Stone e vários sucessos
dos anos 60. Michael recompensou seu advogado John Branca e seu então
empresário Frank Dileo com um Rolls Royce para cada um pela ajuda nas
negociações.
Em 24 de julho de 1985, foi anunciado que Michael Jackson estrelaria um musical
de ficção científica em três dimensões, "Captain EO", que seria
exibido com exclusividade na Disneyland e na Disney World. Michael: "'
Captain EO' saiu porque os estúdios Disney queriam que eu fizesse uma nova
atração para os parques." A produção ficou a cargo de ninguém menos que
George Lucas.
"Eu voei para San Francisco algumas vezes para visitar George na casa
dele, o rancho Skywalker, e, aos poucos, nós tínhamos um cenário para um
curta-metragem que incorporaria todos os avanços recentes em tecnologia 3-D.
'Captain EO' pareceria e daria à audiência a impressão de que ela estava em uma
espaçonave no decorrer do passeio."
Mais de um ano depois do anúncio, "Captain EO" ["EO" é
"amanhecer" em grego], o filme de 17 minutos estreou no dia 12 de
setembro de 1986 no Epcot Center na Disney World, Flórida. O filme, dirigido
por Francis Ford Coppola ["Drácula"] e produzido por George Lucas
["Star Wars"], tornou-se o filme em que mais se gastou por minuto na
história do cinema [um custo estimado de 30 milhões de dólares].
Michael estrelou no papel título, juntamente com
Anjelica Huston. Duas músicas novas faziam parte da trilha sonora:
"Another Part Of Me" e "We Are Here To Change The World".
Depois da première na Disney World, Flórida, o filme em 3D foi exibido em todas
os 4 parques da Disney [Flórida, Califórnia, Japão, França], tornando-se uma
das principais atrações em todos eles. "Trabalhar em 'Captain EO' reforçou
todos os sentimentos positivos que eu tinha sobre trabalhar em filmes e me fez
entender melhor do que nunca que filmes são o caminho que o meu destino
provavelmente trilhará no futuro", Michael disse mais tarde.
Apenas 4 meses depois da première de "Captain EO", Michael fez
história novamente. No dia 12 de março de 1986, uma coletiva de imprensa
anunciava o novo contrato da Pepsi-Cola com Michael Jackson. Michael entrou
novamente no The Guinness Book Of World Records sendo reconhecido por ter o
maior contrato de patrocínio da história entre um indivíduo e uma corporação.
Foi anunciado o recorde em 15 milhões de dólares.
Depois de "We Are The World", Michael não se expôs tanto em público.
Durante 2 anos e meio, ele devotou a maior parte de seu tempo ao álbum que
viria a ser chamado "Bad".
Michael: "Por que gravar 'Bad' demorou tanto? A resposta é que Quincy e eu
decidimos que este álbum deveria ser tão próximo da perfeição quanto fosse
humanamente possível."
O albúm, produzido por Quincy Jones e co-produzido por Michael, traz duetos com
Stevie Wonder e Siedah Garrett, além da participação de músicos como Greg Phillinganes,
Steve Porcaro, David Paich, Paulinho da Costa, Steve Stevens... para citar
alguns poucos.
Finalmente, no dia 31 de agosto de 1987, o álbum "Bad" foi lançado
mundialmente [exceto na Inglaterra, por causa do feriado bancário neste dia].
As cópias do álbum saíam da prateleira mais rápido do que as lojas podiam
repô-las. Por exemplo, apenas a Tower Records de Londres vendeu 200 cópias na
primeira hora, enquanto a CBS [Epic] estimava que ao todo cerca de 150 mil
cópias seriam vendidas ao fim deste primeiro dia de vendas. Na América, por
conseqüência, havia filas nas lojas de Nova York a Los Angeles e pessoal extra
teve que ser contratado para lidar com a demanda.
Como não podia ser diferente em um contexto desses, o álbum entrou direto no
primeiro lugar tanto no chart americano dedicado à música Pop quanto naquele
dedicado à música Black, mantendo o topo, respectivamente, por 6 e 18 semanas.
No primeiro chart, o álbum permaneceu por 87 semanas, 38 das quais no Top 5.
Isto quebrou o recorde de 26 semanas no Top 5, que era de "Hotel
California", dos Eagles. Na Grã-Bretanha, "Bad" foi o álbum mais
vendido por 5 semanas e ficou nos charts por 109 semanas consecutivamente. Era
o segundo álbum mais vendido da história até então.
Michael: "É muito difícil criar algo quando você sente como se você
estivesse competindo consigo mesmo, porque não importa como você olhe para
isto, as pessoas sempre vão comparar 'Bad' a 'Thriller'. Você pode até dizer,
'Ah, esqueça 'Thriller'', mas ninguém esquecerá!"
No dia 12 de setembro de 1987, Michael deu início a sua primeira turnê solo no
Korakuen-Stadium [também conhecido como Tokyo Dome] em Tóquio, Japão.
Michael convidou os ilusionistas Siegfried & Roy para criarem números para
a turnê, em troca, ele escreveu a música "Mind Is The Magic" para
abrir o show deles no Mirage Hotel de Las Vegas.
O número dos mágicos era a atração número 1 no entretenimento de Las Vegas e,
desde seu início em 1981, nunca houve um único lugar vazio na audiência!
No dia primeiro de março de 1988, os 4 novos comerciais da Pepsi com Michael
tiveram pré-estréia especial em uma coletiva de imprensa. Um dia mais tarde,
durante a apresentação da entrega do Grammy, os comerciais foram exibidos na TV
pela primeira vez.
Os comerciais se tornaram tão populares que foram requisitados especialmente
por oficiais soviéticos para serem transmitidos na TV soviética. Eram os
primeiros anúncios americanos exibidos na União Soviética, sendo vistos no país
comunista por um público estimado em 150 milhões de pessoas.
No dia 20 de abril de 1988, "Moonwalk", a aguardada autobiografia de
Michael Jackson, editada por Jacqueline Onassis, foi publicada pela Doubleday.
O livro pode ser visto como uma jornada pelo coração de um gênio da música
moderna. Aos 29 anos de idade, Michael podia se deparar com 24 anos de
experiência nos palcos ao olhar para trás.
Dentro de 2 semanas, "Moonwalk" foi primeiro lugar na lista de Best
Sellers na Grã-Bretanha com a venda das primeiras 70 mil cópias impressas. A
segunda impressão teve 12 mil e 500 exemplares vendidos e foi seguida por uma
terceira impressão de 30 mil e 500 exemplares uma semana mais tarde.
Na América, "Moonwalk" foi direto ao primeiro lugar na lista de Best
Sellers do jornal "Los Angeles Times" e número 2 na lista do
"New York Times". No entanto, chegou ao primeiro lugar também desta
em sua segunda semana. Estas são as duas listas mais importantes para o mercado
editorial americano. Em poucas semanas, foi anunciado que "Moonwalk"
tinha vendido mais de 450 mil cópias em 14 países.
"Moonwalk" foi dedicada a Fred Astaire, um dos ídolos de Michael
Jackson. |